Eu juro que eu tentei não escrever mais nada sobre você, mas do que as minhas canções se alimentariam?
Do que os meus dedos no teclado e o meu caderninho secreto narrariam se não o restante de você, ainda dentro de mim?
E, também, não pude resistir ao monólogo após ver a expressão on-line da sua busca e exo-insatisfação.
Eu estava lá, então escute...
Eu pensei que apenas durante o inverno eu me sentiria assim...
E que o tempo das flores ditaria um sentimento e uma eclosão nova, mas a lavanda e os ocasos não foram o bastante para a alforria do meu coração azul;
E esse calor que me lateja nessa estação traz o vento do seu sopro, e o afago suado do seu toque na minha face gota entre as suas mãos de Ferrero Roche;
E os banhos de refresco que mais nos aqueciam do que esfriavam;
Então não pense muito;
Escute...
Eu posso saber quando você pensa em mim e que, de algum modo, você esperou um sinal ao menos telepático, de parabéns há alguns dias;
E você ainda duvida do nosso destino, meu amor?
Não lhe doeria tanto se você pudesse ser um pouco mais passional?
Seria muito para você arriscar-se me dar feliz natal?
Talvez eu possa vir a ser mais razão, mas, ainda assim, o meu lado mais racional lhe daria um beijo...
Será realmente que eu tenho um lado racional?
Quiçá eu tivera, mas ele se foi no começo do semestre passado;
Então, espere! Não sintetize as coisas antes de eu terminar;
Escute, apenas escute!
O dicionário não lhe será nenhuma ajuda agora.
Todos os dias eu busco um argumento novo para lhe odiar, e tem dias que eu quase consigo.
O melhor de tudo é ter me tornado imune a mim mesmo e aos indivíduos narcisistas que eu tenho encontrado;
Eles me lembram você... A diferença é que eu posso amá-lo, mesmo assim.
Eu confesso que já não lembro o gosto do seu beijo, e nem ao certo o quão forte eram os seus abraços, todavia o modo como você me olhava em cada momento fuzila a minha armadura de renda ao reportar do passado.
Aposto que você não já não lembra de si. Já eu, tenho tudo anotado. Quer ajuda?
Escute...
Não tente organizar um fluxograma e nem colocar o que eu digo na sua balança...
Eu amo, amo sim! Amo muito. Aquele Davi. Você pode fechar os olhos e senti-lo?
Você pode recordar em new age, dos nossos cheiros mesclados, do tom dos meus lábios e da homogeneidade da minha pele de quando despertávamos juntos?
Ou de quando o frio nos fazia um só na minha casa fria?
E, ainda, quando acordávamos, pela metade da manhã, na casa da tia Suzi?
Você pode fechar os olhos e reviver o lado latinovalente da sua ítalo-descendência?
Pode?
Pode encontrar-se tão puro quanto o primeiro beijo, pumpkin?
Então, escute...just...
Talvez seja um erro, um equívoco oriundo das minhas mais egoístas necessidades. Porém, eu Jhonny, não acredito plenamente na eternidade e tão menos no fim, enquanto houver amor. Enquanto houver esse amor...
Então me abrace, quando puder, e escute o nosso choro depois da chuva.
jueves, 25 de diciembre de 2008
Dopo La Pioggia
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miércoles, 24 de diciembre de 2008
Impossível?
Falemos dos campos antes de citar os muros.
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martes, 18 de noviembre de 2008
viernes, 14 de noviembre de 2008
sábado, 8 de noviembre de 2008
AGAPO
...e na manhã seguinte:
A _ Sabe o que dizem por aí, baby?
B _ Não...
A _ Que café e sexo são as duas coisas que eu faço melhor.
B _ Hun... (levantando-se rápidamente)
A _ Onde você vai?
B _ Fazer o café!
Quem você não é, é só que os outros precisam saber.
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domingo, 26 de octubre de 2008
Lavanda
eu sou, de alguém, o sorriso cantado
a respiração gemida de um abraço forte
as violetas translúcidas da janela em sol(hos)
o domingo hidropônico de um beijo escarlate
o anjo de capuz à lua e ao abdomem
a causa dos multifocais e do lençol feito cortina
eu sou, de alguém, o leite matutino... o chá de lavanda.
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sábado, 18 de octubre de 2008
Poético?
Talvez... Diria que eu vejo a realidade que os outros fingem ser a fantasia.
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viernes, 17 de octubre de 2008
Sei lá
Se na outra encarnação, alguém tivesse me dito que no século XXI os príncipes fumariam maconha, eu teria optado por não reencarnar...ou nascer em uma plantação.
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jueves, 16 de octubre de 2008
Cache-cuor
E entre um cigarro e outro, ele
me embebeda de tinto,
me alimenta de iogurte
me deixa pijama
me desfaz em grafema
me alenta em clave
me nina com a televisão...
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Apenas uma Carta
maio/2008
Eis o domingo
a tarde vestida de cinza e o vento um pouco frio
a louça da macarronada na pia... mas há estufa!...
todas as músicas parecem lentas
todas as notas parecem linhas do meu diário glicosilado
Ouço o meu nome-amor e olho para a cama atrás de mim, mas vejo apenas roupas amontoadas, livros espalhados sobre lembranças plasmadas que materializam, até mesmo, o cheiro daqueles momentos simples - a dois.
É como se e o passado sobrevivesse ao enterro e me pedisse flores, talvez velas.
Alguém, então doce, certa vez disse-me: "No fundo, meu amor, o que todos eles querem é o que a gente tem".
...E agora apenas há um pretérito, um não intento, uma felicidade angustiosa e pseuda.
Sim, sim, e sim!
Eu ainda sofro, eu ainda sinto, eu ainda fujo, porque não mais quero ocultar (-me) nada de nada...Antes esse choro patético e o desfalecimento da minha alma, do que me reconstruir sobre a água.
Tudo o que preciso agora é que alguém me pegue nos braços, me leve até o sofá, me faça um chá de camomila e permita-me acordar quando tudo isso tiver passado.
...E as mágoas se tornarão recordações ridículas; e o que eu aprendi, parte de uma tal evolução; e, o Jhonny Abel Mebarak Ripoll... a Valentine ou o Sebastian, em outra encarnação.
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Mesmo Assim
junho/2008
eu gostava de você
mesmo quando você me derrubava da cama
mesmo quando você esquecia de avisar a sua mãe que eu estaria no almoço
mesmo quando você chegava sem ter tomado banho, nem feito a barba (havia sempre um sorriso limpo)...
eu gostava de você mesmo quando você desconsiderava os meus poemas
mesmo quando você movia os lábios para dizer o que você sentia, e tudo o que saía era um “eu te adoro”
mesmo você tendo quebrado o passarinho cantante da minha mãe...
eu gostava de você mesmo quando você dormia à tarde e eu deitava ao seu lado mesmo sem sono algum...
...eu encostava o meu ouvido nas suas costas, escutava os seus respiros e as batidas descansadas do seu coração.
mesmo quando eu dizia “eu te amo” enquanto você sonhava profundamente, por medo de dizer enquanto o seu olho estava aberto.
mesmo quando você lia, lia e lia: eu gostava de você
mesmo quando seus tapas de amor doíam, eu gostava de você
mesmo quando você falava juridiquês só pra se sentir mais inteligente
mesmo quando você me jogava água fria enquanto eu tomava banho quente
mesmo quando você comia todo o meu queijo e o meu pão integral
mesmo quando você saía cedo, logo pela manhã para estudar ou fazer outras coisas que lhe interessavam
mesmo quando você fazia uma massa quatro queijos parecer um pneu branco
mesmo quando você me dava uma barra de chocolate de um quilo, na páscoa
mesmo quando você foi pra festa da Maitê, enquanto eu estava no bloco cirúrgico do hospital: eu gostava de você mesmo assim
mesmo quando eu lhe mandei rosas vermelhas e bom-bons dourados e você disse, apenas: "obrigado"
mesmo quando você se permitiu beijar outro na minha frente, por motivos que eu já não entendo mais
mesmo quando você não me pediu desculpas, por motivos que eu conheço bem
mesmo quando você se dispôs a me dizer “hOla”, ainda que se tratando de uma atitude hipócrita
mesmo quando você não aparece nas festas que eu fotografo...mesmo quando você aparece nas festas que eu fotografo
mesmo eu não reconhecendo mais o ítalo-garoto distraído que acreditava no amor, e pensava “Deus, será que um dia eu vou encontrar alguém pra mim?”
eu gostava de você...mesmo... por que um pedaço das suas costas ainda encosta-se nas minhas...
com certeza você não é/era o príncipe azul que eu sonhei para mim, mas mesmo “sem poemas e sem flores, com defeitos e erros”...eu aprendi a amá-lo...mesmo assim.
"em tempo:" e ainda, é você a causa da minha efêmera alegria ao recordar, a causa do meu choro durante o banho demorado, a causa da minha nota baixa em Cinema, da minha consulta ao psicólogo amanhã, da minha viagem ao fim do mês, da minha arte, do meu isolamento aos cantos das boates, dos inúmeros abraços que distribuo e dos que eu preciso. Por que eu gosto de você, de longe, mesmo assim...
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lunes, 13 de octubre de 2008
O amor
O tempo não, o amor
a dor não, o amor
a ciência não, o amor
o amor, o amor
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domingo, 5 de octubre de 2008
Dicotomia
Metade da minha calmaria é desespero em areia.
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Óbvio
Eu estava lá, sentado, segurando nas mãos uma PlayBoy ao contrário. Observava-o. Será que ficou muito óbvio que eu não estava lendo?
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Gugen Gomriger
Silêncio Silêncio Silêncio
Silêncio Silêncio Silêncio
Silêncio Silêncio Silêncio
Silêncio Silêncio Silêncio
Silêncio Silêncio Silêncio
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Wittgenstein
Os limites da minha linguagem são os limites do meu mundo.
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Taísa Boeira
AQUELA TARDE MORNA
A ausência era uma presença entre eles. Não se aproximavam, não se tocavam. Não precisavam disso. Sentiam o que estava entre eles e que era inevitável. A ausência tinha chegado e tomado conta de vidas sem apego.
Mas algo ainda havia de vivo, algo que os unia em segredo. Que fazia parte dos dois e de mais ninguém. Era um desejo. Um desejo de estarem perto. Perto para se olharem e sentirem.
Naquele dia a ausência viera buscá-la, e a encontrou. Ali parada, tentando chegar e se perdendo pelo caminho. Ele entendeu. Quis mandá-la embora. Quis ir embora. Mas existia uma necessidade insuportável de vê-la e senti-la. Não suportaria a distância e não aceitaria aquela presença.
Não se tocavam, não precisavam disso. Precisavam do calor que os invadia ao estarem perto um do outro. Não era apenas um sentimento. Era a união de tudo, era um amor intenso e insuportável que suportavam sem saber.
Foram indo, indo. Até aquela tarde, a qual contariam inúmeras vezes, uma tarde morna em que tudo aconteceu.
Não saíram do normal, que estranhava muita gente. Chegaram perto, ficaram. E, então, começou aquele intenso calor que ultrapassava os véus e os sonhos, as palavras e os pensamentos e que trazia uma certa felicidade.
Quase sem querer, se tocaram. A mão dela deslizou sobre a dele, e o que de tão intenso até doía, transformou-se em apego às vidas esquecidas.
A vida se tornou mais leve e a felicidade algo transitório. Ninguém se importava de assim ser...Então, aquela presença se foi. E vão lembrar e contar inúmeras vezes, que tudo isso aconteceu em uma pequena tarde morna.
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miércoles, 1 de octubre de 2008
Te sei
Ele gosta de verde
crianças e animais
Será que já não o conheço demais...(?)
A él le gusta vierde
niños y animales
Será que ya no lo conozco aún más...(?)
He likes children
green and animals
Maybe, I know you very much...(?)
Ele gosta de verde
niños y animales
Maybe, I know you very much...(?)
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domingo, 28 de septiembre de 2008
LatinOx
Àqueles que fizeram do quadril um apêndice e se perderem em "mis ojos, mi sonrisa y mi boca", na batida caribenha|dominicana de Juanes e Nicky Jam, em "LO QUE ME GUSTA A MI.
Àqueles que puderam dançar a transgressão geopolítica e a raiz; a latinidade Cubana de Orishas à latinidade americana das garotas do Heather Headley, em REPRESENT, CUBA.
Àqueles que aproveitaram o PAM, PAM e "pam!", durante o reggaeton dos porto-riquenhos Wisin & Yandel.
Àqueles, aos quais, a canção importou às endo-borboletas, exportou ao arquipélago espanhol de Rosana Arbelo e, fez reviver a brandura inquieta de um amor latino, A FUEGO LENTO.
GRACIAS
con cariño,
__________Jhonny Mebarak;
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domingo, 21 de septiembre de 2008
diS
en la piel roja que te perteneciste por la luz
en el cuerpo que tu emoción te ha regalado
en el mirar que te hubiera revuelto no
simplemente, como una escenación...
pero parte de tu verdad
una poesia.
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Afinidade
A afinidade pode ser uma atração narcisista, um encantamento por uma fração de você mesmo que habita o outro, ou uma ilusão efêmera, ainda que, também, egoísta, na ânsia de crer-se.
A possibilidade terceira, e mais utópica, é da afinidade enquanto elo advindo de uma parcial convergência, mais ou menos superficial, sempre espontânea. Dessa última concebe-se a idéia de afinidade como genitora do amor romântico.
p.s: Sabem, senhores (as)... O mais triste desse pensamento é que era para ser um poema; todavia, tornou-se uma apenas uma tese empírica, como uma teoria econômica, um contra-argumento científico do amor (-terreno).
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Volúpia
O mesmo homem que, freqüentemente, atendendo aos instintos, despir-se-ia com ousadia, temeria despojar-se por um instante, da veste cinza que sobrepusera ao coração.
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Shakira
Os artistas não devem se meter em política. Não sei se está correto ou não, mas hoje não quero falar sobre política ou políticos. Prefiro falar sobre algo que está acima de tudo isso.
AMOR. Porque o amor está precisando de líderes os líderes estão precisando de amor.
Por que é tão difícil amar e entender um ao outro?
Você pode segurar a mão da pessoa que está junto de você? E você diria que a ama? Que a perdoa? Pode amá-la? Pode amá-lo? Pode me amar? Pode amar a eles, e a ele, e a ele?!?!
"Quando o poder do amor superar o amor ao poder, então o mundo conhecerá a paz" (Jimi Hendrix).
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Hermann Hesse
Nada lhe posso dar que já não existam em você mesmo. Não posso abrir-lhe outro mundo de imagens, além daquele que há em sua própria alma. Nada lhe posso dar a não ser a oportunidade, o impulso, a chave. Eu o ajudarei a tornar visível o seu próprio mundo, e isso é tudo.
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Virginia Wolf
Algo mais solto, mas não desleixado.Tão elástico, que possa abrigar qualquer coisa leve ou bela que me venha à mente.
Quero que ele se pareça com uma velha escrivaninha, um móvel amplo, no qual se guardam coisas sem saber o quê.
Eu gostaria de relê-lo após um ano ou dois, e descobrir que a coleção acabou se organizando e se refinando; como tais depósitos fazem misteriosamente, tornando-se um molde transparente o bastante para refletir a luz da vida.
E ainda, um complexo estável com a indiferença de uma obra de arte.
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Marian Martins
As peculiaridades das pessoas causam desentendimentos que as fazem pensar que o amor não existe.
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Pablo Neruda
AMOR AMERICA
Antes de la peluca y la casaca
fueron los ríos, ríos arteriales;
fueron las cordilleras, en cuya onda raída
el cóndor o la nieve parecían inmóviles;
fue la humedad y la espesura, el trueno
sin nombre todavía, las pampas planetarias.
El hombre tierra fue, vasija, párpado
del barro trémulo, forma de la arcilla;
fue cántaro caribe, piedra chibcha,
copa imperial o sílice araucana.
Tierno y sangriento fue, pero en la empuñadura
de su arma de cristal humedecida,
las iniciales de la tierra estaban
escritas.
Nadie pudo
recordarlas después: el viento
las olvidó, el idioma del agua
fue enterrado, las claves se perdieron
o se inundaron de silencio o sangre.
No se perdió la vida, hermanos pastorales.
Pero como una rosa salvaje
cayó una gota roja en la espesura,
y se apagó una lámpara de tierra.
Yo estoy aquí para contar la historia.
Desde la paz del búfalo
hasta las azotadas arenas
de la tierra final, en las espumas
acumuladas de la luz antártica,
y por las madrigueras despeñadas
de la sombría paz venezolana,
te busqué, padre mío,
joven guerrero de tiniebla y cobre,
o tú, planta nupcial, cabellera indomable,
madre caimán, metálica paloma.
Yo, incásico del légamo,
toqué la piedra y dife:
Quién me esper? Y apreté la mano
sobre un puñado de cristal vacío.
Pero anduve entre flores zapotecas,
y dulce era la luz como un venado,
y era la sombra como un párpado verde.
Tierra mía sin nombre, sin América,
estambre equinoccial, lanza de púrpura,
tu aroma me trepó por raíceshasta la copa que bebía,
hasta la más delgada
palabra aún no nacida de mi boca
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jueves, 18 de septiembre de 2008
viernes, 12 de septiembre de 2008
Pato Alegre
O Ruiz não gosta mais do Jhonny, daí.
Uma vez, lá em Pato Alegre, tinha um rapaz metido a político, que também cortou relações com o cabo eleitoral dele, daí.
No outro dia o candidato amanheceu sem o cabo. O pobre perdeu a eleição, mas ficou conhecido como o único concorrente que não %#@&$ o povo, daí.
_hahaha;
=*
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miércoles, 10 de septiembre de 2008
anacoluto|
Anacoluto, ou frase quebrada, é uma figura de linguagem que, consiste numa irregularidade gramatical na estrutura de uma frase, como se começássemos uma frase e houvesse uma mudança de rumo no pensamento. Muito freqüente na oralidade, onde poderá ser apenas considerado com um erro de construção frásica. Num texto escrito dá a sensação de espontaneidade. Eis a origem dos meus escritos, alforriados e nascidos nos mais inconvenientes momentos – em pé no ônibus, no banheiro da boate, na madrugada fria, na aula de revisão, na cadeira do dentista, no teatro, na ausência da luz ou no flash do raio x – como uma desavisada explanação da alma, simultânea a uma ação, elaboração ou construção qualquer; uma pontada aguda entre a mão, a caneta e o papel, uma intuição imprecisa, atemporal e inspirada ...|... a.n.a.c.o.l.u.t.a.
[Imagem: fotografia de minha primeira obra de arte em tela com giz pastel seco e oleoso, "O Obliterado".]
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Deepak Chopra
Sinto-me atraído para o centro das coisas. Compreendo com assombro e admiração que a vida vale infinitamente a pena.
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Amor
Quiçá, uma questão de confessar. Latino enquanto dure.
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Feel Jingles: Coletânea
♫ Teu coração revela coisas que você não diz...
você me fez assim;
você me trouxe aqui;
e como amigo,
eu me deito no teu peito
e ainda sinto, ouço "te amo, amor!" ♫
♫Eu cantei pra você acordar,
eu cantei pra você dormir...
E agora você está por aí, em algum lugar, sem alguém pra te fazer sonhar.
Eu cantei pra você dormir,
eu cantei pra você acordar...
E agora eu estou aquí, cantanto só por cantar, apenas só, ninguém a ouvir.♫
♫ Eu não quero mais,
eu não posso mais,
eu não vou mais
te sentir...
Eu não quero mais,
eu não posso mais,
eu não vou mais
te tocar...
Eu não quero mais,
eu não posso mais,
eu não vou mais
te beijar...
Eu não quero mais,
eu não posso mais,
eu não vou mais
te ver...
Eu não quero mais,
eu não posso mais,
eu não vou mais
te ouvir...
...mesmo que você, ainda, grite dentro de mim.♫
♫Não venha pra mim se você prefere estar só,
eu procuro e encontro o teu cheiro em tulipas...
então, me perdoe se te quero em vão.
Não venha pra mim se você prefere estar só,
eu procuro e encontro o teu cheiro em tulipas...
em vão, me perdoe se te quero então.♫
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Infância
De todos os momentos bons que já vivi, os que mais me fazem saudade são aqueles que pareciam chatos; nos quais, não havia nada a fazer. Apenas a tarde longa, o clima, a despretensão, e tudo acontecia... na-tu-ral-men-te.
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Jei-son
sem mirar que ia, lhe vi
sem crer que fico
estou aqui
por causa uma?
...com
você me chamou
não pelo nome
não pelo sotaque
nem milagre no diminutivo
...Don.
e eu me fiz nobre
acerca do lago
em um labirinto
sem borracha, na escola
...on
pude me ver, me ser
antes dos seus cílios
após os seus medos
em um dos seus pássaros (e no seu rir)
...som
eu me descobri?
eu lhe descobri?
nós nos descobrimos?
não sei, era tarde, estava quente
...bom
há tanto antes
há tanto depois?
"há" conjugo
flash backs, dejavus, e, em tempo
...Jei-son
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domingo, 7 de septiembre de 2008
O Poeta e o Bailarino
o outro, de representar a solfa ao mover-se no tempo
um desenhava, sobre o papel com linhas, a flora no alfabeto latino
o outro, elevava o corpo à alma dos instrumentos de som
um levava consigo um bloco de anotar, em detrimento da memória
o outro, trazia na mente cada passo, cada nota, cada salto do chão
um queria fazer-se abstrato, porém claro à brisa inspiradora
o outro, objetivava o ar, o solo, a física do cadenciado
porém, quando acharam-se, não houveram versos e tão menos rodopios
o lápis do escritor se pôs a rabiscar marchas e ritmos aéreos, os pés do dançarino redigiam algo recôndito no plano, sem intenção
fora em um instante de luz oscilante, acerca de um cubo, a caminho de um beijo e durante um olhar, que o poeta e o bailarino – antes do sino –, compuseram uma canção.
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Tocando o putero com o Fucks!
Tocando o Putero com o sobrenome Fucks!
.
Então, na manhã seguinte à festa do pijama...
.
D: _ Bah! Eu preciso ir ao banheiro.
J: _ Mas vaiii! ...Em que condições você está?
D: _ Em nenhumas condições.
J: _ Por Diós! Então você pega a condição de cima, que tá no chão, e veste na condição de baixo...
D: _ Mas tá muito longe!
V: _ Que nada! Já aproveita e pega uma Cuóca-Cuóla!
D: _ FUCKS!!!
F: _ Hã?
D, J, V e F: _ haushahahahaus!!!
* Tocar o Putero: 1. fazer ou dizer algo de modo parcial e controverso – em geral, cômico – sem intenção de gerar benefícios ou malefícios a outrem; 2. exonerar-se de responsabilidade sobre as ações e reações efêmeras; 3. comprazer-se, esporadicamente, com o inútil ou o fútil, sem ser ou parecer patético. Ex.: estar, com mais três seres (seminus) numa cama de casal rangedora.
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Liberdade
Liberdade não significa explorar os céus em solidão. É ensinar quem nos ama a voar de mãos dadas.
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Vida
A vida é uma festa surpresa, à fantasia.
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Amar
Amar é pertencer sem ser propriedade; é sentir-se dono sem adonar-se; é fazer-se duo, sem deixar de ser único.
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Etiquetas: Pensei hoje
Eu me casaria hoje
Eu descumpriria o script e casaria hoje. É, hoje. Jovem! ...Em uma chácara terna, usando fraque e cartola brancos, como um mágico. Ou talvez de pés descalços e roupas de algodão. Nas mãos apenas um lírio, como um hippie.
Não me uniria somente quando a minha alma sentisse a fadiga da solidão e se cansasse de amanhecer sem companhia, de frente para a sacada, diante, apenas, dos raios de sol; o faria agora – nesse período de energia –, pela gana de estar junto, ao lado. Dividir, multiplicar, despertar e assistir os olhos do outro se abrirem vagarosamente, como uma persiana acetinada. E acordar tão perto de maneira que as fragrâncias distintas dos corpos, dos lençóis, da manhã e da noite anterior se confundissem, se misturassem, se olvidassem dos originários.
Tão menos ataria tal laço após, então, dos meus planos de carreira e aquisição de determinados bens tangíveis, ovacionados. Não o adiaria por características e pressões da idade, por apelo midiático ou idiossincrático; preenchendo lacunas de uma curiosidade evanescente com elementos intermitentes. Eu matrimoniaria hoje!
O meu par não precisaria ter um corpo sarado, ser vegetariano, poliglota, usar roupas de marcas com dois C’s, dois T’s, dois N’s, fazer faculdade, possuir um carro ou ter status no seu nicho social. A mim bastaria que houvesse arte no seu ser inerente, que eu pudesse recostar sobre o seu peito – entre os pulmões – e, ao vibrar do diafragma, auscultar o violino que me atrairia até ali, àquele momento.
O dia do casamento não precisaria ser em um Valentine’s Day, no primeiro dia da semana, em Madrid. Quiçá em uma sexta-feira da paixão, sábado de aleluia ou dia de finados, em uma cidade próxima.
As alianças não careceriam ser de ouro, prata, pedras preciosas. Na verdade, adoraria que fossem de um pedaço de fita mimosa. E, assim, tivéssemos que todos os dias refazer o laço na mão do outro, como se disséssemos a cada rotar da terra: “Eu não te esqueci”.
Eu descumpriria o script e casaria hoje. É, hoje. Jovem! ...Em uma chácara terna, usando fraque e cartola brancos, como um mágico. Ou talvez de pés descalços e roupas de algodão. Nas mãos apenas um lírio, como um hippie... Se alguém, além de mim, pudesse sair-se por um instante e pensar simples: assim.
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Etiquetas: Crônicas
Que não vê
Você baixa a cabeça
Você ergue os teus olhos pra me ver...
Eu baixo a cabeça
E assim nos amamos sem nos ver, sem entender o por que
E assim nos afastamos sem saber, sem sentir o por que
Eu vou sentir os teus olhos me querendo
e quando eu olhar, você vai virar a cabeça
Você vai sentir os meus olhos te querendo
e quando olhar, eu vou virar a cabeça
E assim nos amamos sem nos ver, sem entender o por que
E assim nos afastamos sem saber, sem sentir o por que
Se o coração só sente pela visão...
Será o que sente aquele que não vê?
Se o teu amor é cego nessa estação...
Será que no tempo das flores eu ainda vou te querer?
E assim nos amamos sem nos ver, sem entender o por que
E assim nos afastamos sem saber, sem sentir o por que
E se você tiver coragem de olhar bem fundo, meu bem...
talvez aconteça, talvez me mereça, como nunca mereceu...amor...
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Etiquetas: Cartas a Davi, Músicas
Apaixone-se sempre
Pela melodia e a poesia da música, pelo timbre inebriante do cantor, pelo instrumento equalizado ao fundo e quase inaudível; pela terra viva, pela maleabilidade que procria e permite-se pisar, pelo aroma pós-chuva que exala como a ebulição de um chá; por um alguém bom de estar, pelo jeito desse "alguém" sentar-se, com as pernas sob si; pelo olhar terno de sono, de amor, de pedir, de quase beijar.
Apaixone-se sempre! E de novo, e de novo... mesmo que, pelo o mesmo olhar, pelo o mesmo "alguém", pela mesma música, pela mesma terra. Apenas sinta de novo, e de novo, distintamente.
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Etiquetas: Pensei hoje
Guarda-nuvens
_Posso correr e, correndo, livrar-me destes pingos para não ter de abrir o meu aramado.
Então, com uma cesta de frutos e um objeto que te pareceu estranho, desci. Ocultei as minhas asas para seguir ao teu lado, sobre a terra, levado pelas tuas mãos simples, assegurado pelas tuas pernas leves. E, ao perceber os teus torpes medos e a tua vontade latente de voar, teci as tuas com orégano e as bordei com sementes vermelhas enquanto recitava uma poesia branda.
Mostrei-te o céu através de uma janela de brigadeiro, como abrir o par leve que te elevaria sobre os homens e, também, como se afastar do ar turbulento.
Assim, após a extensa lição, com as minhas asas úmidas e incrustadas de açúcar, a lousa se apagou; fechaste os teus olhos e eu te revelei:
_Vês aquelas nuvens doces que viraram água, logo ali, ali atrás? Observe que elas molharam os nossos caminhos de poeira para que seguíssemos com a alma límpida até as bordas do aqui.
_ Agora, podes voar...voar... Assim como eu pude e poderei ao desanuviar a minha guarnição branca e os cristais caírem ao solo.
Alegre, sem parar, mas pausadamente, segui com a instrução:
_O céu é infinito! Tenho tanto mais a te mostrar, meu caro... Lá em cima, lá em cima de tudo! Voe comigo (?)!
E tu, talvez grato, abriste os teus pequenos olhos e, inibido como se não tivesse real coragem, fitou-me a face – fixando a tua mirada ao meu queixo –, extraiu-me uma larga pena e, abrindo aquela mesma janela, partiu. Entre as nuvens pouco claras e algo que parecera o sol.
Imediatamente o segui clamando em voz alta:
_O que houve?! O que houve?! Por favor, o que houve?! EU TE AMO!...
Mas as minhas asas hemorrágicas e pesadas dos cubos doces pouco abriram. Tentei, tentei, tentei. Ergui-me do chão. Todavia, tornei a volitar baixo; recaindo entre os pomares de uma serra hostil.
...E ao acordar da queda, em sofreguidão errante, notei o curso imperfeito. No qual, as pedrinhas açucaradas haviam se acumulado no meu corpo de penas; durante uma caminhada só, em dois...
Eis que, além da minha claridade, dos meus frutos e da minha fé, esquecendo de cobrir a mim mesmo, havia cedido, a ti, o meu guarda-nuvens.
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Etiquetas: Poesia em prosa
Vade-mécum
Como queria ir contigo...
e poder ser tocado todos os dias
e poder fazer-te mais esclarecido e ditoso
e poder ser a inspiração daquilo que rabiscas
Como queria que fosses comigo...
e poder ser teu oráculo de cabeceira
e poder ser quem te diz a lei dos homens
e poder mostrar a superioridade da divina
Como queria que andássemos mais tempo juntos...
e poder tornar o amor à antiga regra nova
e poder ser mais que um volume transportável
e poder ser mais que um afeltrado de fibras, tinta e pó, teu amado.
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Etiquetas: Poemas
Sinal Escarlate
Estou em casa
chuva rubra cai
é o fim da tarde
Aguardo um aceno
o brilho do rubi
vermelho que detém
Estou em casa
chuva rubra cai
é o fim da tarde
Não há nada
silêncio inane
apenas eu
Estou em casa
chuva rubra cai
é o fim da tarde
Almejo a água
o calor, a alma
e auscultar-te
É o fim da tarde
chuva rubra cai
estou em casa...
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Etiquetas: Poemas
Em Di
uma necessidade
uma lanterna
uma direção
uma carona
um discurso
uma emoção
uma alça
uma dica
uma foto do chão
um conselho singelo
um ouvinte complexo
um toque sem intenção
um passeio rápido
um romance sem beijo
um telefonema “urgente”
uma lição sem tema
uma filosofia em insônia
uma pausa em frente
uma ½ noite, na cama – sem gel
um choro e um riso de festa
uma nota musical
uma ciranda em duo, em Di.
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Etiquetas: Poemas
(RE)
Dessas bolhas d'água e sabão
Desse vento, pleno do invisível
Desse susto de amor
Dessa gana de estar
Dessa pausa inesperada
Desse curso venoso do rio
Desse nostálgico pensamento
Dessa inspiração de sentido
Dessa falta desassossegada
Dessa (des)fome, (des)sede, desse (des)caso
Desse (re)mar, (re)fugir, desse (re)viver...
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Etiquetas: Poemas



