martes, 29 de noviembre de 2011

La lluvia es tan rara y bella por aquí... mas hoy el agua se cayó del cielo, como si hubiera tropezado en un caramelo mojado en la esquina de la plaza con el final del día.

lunes, 7 de noviembre de 2011

Deixa meu ser brasileiro>morder teu jeito milongueiro>meu loiro>teu olho> dança pra mim...

bobagem

ele é bobo
eu falo sério para ele rir
eu digo a verdade
ele mente que duvida
eu me calo
ele apaga a luz, eu disparo
se eu espanhol, ele português
se lhe para, eu me movo da forma rara
que atrasa nosso amanhecer
é: eu sou bobo

bobagem (en español)

él es bobo
yo hablo en serio para que él se ría
yo digo la verdad
él miente que no me cree
yo me callo
él apaga la luz, yo disparo
si yo español, él portugués
si algo se para, yo me muevo
de la manera rara que
retrasa nuestro amanecer
y sí: yo soy bobo

jueves, 22 de septiembre de 2011

Feliz Primavera



hoy las calles huelen rico
el florista me dice que es un día bueno
para encender el corazón
aunque el viento no haya logrado borrar
el frío agudo que compartimos
y los errores que todavía no perdonamos
llevo la grave calidez de lo que dijimos

acá, me matan las ganas de tocarte el cuerpo
y plantar un girasol verde y amarillo
sobre tus hoyuelos de media-luna y cielo
mirar tu sonrisa en mi ventana abierta
desde mi cama nueva, espero el soplo cantante
de nuestro intento de primavera
porque hoy, mi amor, hoy las calles huelen rico

Feliz Primavera

hoje as ruas têm perfume
o florista me diz que é um bom dia
para ascender o coração
ainda que o vento não tenha podido apagar
o frio agudo que compartimos
e os erros que ainda não perdoamos
levo a grave calidez do que dissemos

aqui, mata-me a vontade de tocar teu corpo
e plantar um girassol verde e amarelo
nas tuas covinhas de media-luna e céu
olhar teu sorriso na minha janela aberta
sobre a minha cama nova, espero o sopro cantor
do nosso intento de primavera
porque hoje, meu amor, hoje as ruas têm perfume

domingo, 18 de septiembre de 2011

hay más

a lo mejor te he conocido antes
cuando andabas distinto por las calles
pintor
rubio
inglés
al sur de otro mar
al norte de otra región sin letras

ahora te llamo Gael y sos el único
que me contesta en la casa del gato
el reloj
el silencio
el zapato
me odian cuando te vas
me quieren cuando regresas

vos casi nunca me rectificas
y se que te mato de risa
portugués
español
inglés
no importa el tilde o el acento
ya hemos cantado toda la canción

me gusta abrazarte antes de salir
así no te olvidas que sigo ahí
tarde
temprano
retrasado
para abrir la puerta o los ojos
a contar una historia que nunca escribí

nuestra poesía camina en puntas de pie
se acerca callada antes de dormirnos
se besa
se acuesta
se lleva
la regamos sencillamente de tinta y cola-cola
ya no sé lo que había antes, pero ahora hay más

domingo, 31 de julio de 2011

Almohada



me gusta como me sacas el frío
y el color de voz que compones
mientras me pintas
a tu deseo


hay cosas que me haces olvidar
y otras que
solo sé y me acuerdo
cuando estoy contigo


me enternece la rara lengua que estrenamos
mirándonos a los ojos
sobre las burbujas vaporosas
de mi té con leche


me bailaste el alma
y en tu acostar apacible
mi cuerpo se hizo pecho
y tu única almohada


ya no tengo el hambre de compartirte
sino comer a besos las palabras de dulce,
estribillo y leche
que intentas enseñar a mi corazón

sábado, 30 de julio de 2011

Travesseiro

eu gosto como me tiras o frio
e o tom de voz que compões
enquanto me pintas
ao teu desejo


há coisas que me fazes esquecer
e outras que
só sei e me lembro
quando estou contigo


me enternece a rara língua que estreamos
mirando-nos os olhos
sobre as bolhas vaporosas
do meu chá com leite


me dançaste a alma
e em teu deitar suave
meu corpo se fez peito
e teu único travesseiro


já não tenho a fome de dividir-te
mas comer a beijos as palavras de doce,
refrão e leite
que tentas ensinar ao meu coracão

martes, 5 de julio de 2011

La Despedida


Acho que me acostumei a não esperar companhia. Dividir as coisas com minhas próprias memórias e não mais com quem as multiplicaria. Como amigos-miragem, reagindo a mim de acordo a minha carência e criação. Tantas vezes quis tê-los perto e não tive coragem de fazer ou insistir um convite. Talvez tenha esperado recebê-lo, ou a vontade passar. Acumulou.

Não perdi alguém. Perdi um lugar dentro, um rumo estável: meu sintoma de paz e raiz. Extraviei meu senso de julgamento e intuição; os troquei por uma dimensão sem . Só desejo o poder de reverberá-la de novo.

Já acreditei mais na chuva do que no meu guarda-nuvens vermelho. Parto para armá-lo: torná-lo guarda-sol sob um céu de sopro e bons ares.

Sinto-me tão iluminado e determinado, quanto só e despistado atrás da sorte. Essa que, às vezes, parece não caber nos escritos da minha mão.
Não sei se me fechei, mas sei que um dia estive aberto, como a janela de uma casa muito engraçada. Ri muito com vocês, e, através dela...

Talvez, manter certa distância tenha sido o meu (ou o seu) jeito de preservar fresca e nostálgica a imagem de nós juntos, compartilhando o brilho das nossas frestas – quero crer. Quiçá, e ainda, apenas o curso do rio: vulnerável e desapegado.

Corre ele para um lugar bom ou do modo certo?

Nunca me senti deste céu, sol, sul, ou visto como sei, sou, fui. É fatigante ser entendido como uma “pessoa fantástica” – tão quisto que rechaçado. Sentir, genuinamente, é tão incomum que me estranham. Gosto de ser especial, não de ser raro.

Sou o apego...

Minha parte ingênua já esperou reciprocidade das rel-ações. Coisas doces. Qualquer mimo, como um seqüestro poético de segunda-feira, na qual, a agenda grita e o tempo parece ter perdido a audição. Domingos baldios também são para o cultivo quente das coisas puras. Por vezes, quis a surpresa terna de uma conversa-vapor sobre um café com amor e avelã.

Talvez, amizade seja mais confiança do que presença; mas aprecio e preciso indescritivelmente do calor humano. Sou grato a todos que me deram um pouco dessa quentura.

E com esses sentimentos, me vou e despeço. Pois, mudar e partir faz parte da minha cura.

Un beso!

viernes, 24 de junio de 2011

SINOPSE

Sebastians é tudo que você sempre quis saber sobre aquele fantástico cara gay, mas ele não teve tempo para lhe contar: outing, adolescência, relação com a família, trajetória, discriminação, e porque ele está solteiro.
Para Oscar Wilde, escritor homossexual condenado em 1895 por “práticas contrárias à natureza”, sua maior obra era a própria existência. O dândi inglês usava o pseudônimo Sebastian para assinar suas publicações e experimentou, como poucos, a curta distância “entre a fama e a infâmia”. Por isso, o documentário decidiu tratar de algo tão simples quanto complexo, e tão normal quanto extraordinário: a vida de homens gays pra lá de seguros.
Essa produção franca e colorida celebra a liberdade que a coragem desdenhosa de Wilde ajudou a constituirmos. Mas, afinal, o que realmente mudou?
A partir desse questionamento, propõe-se a atores do mesmo sexo que performem carícias em um ponto de ônibus na Universidade de Caxias do Sul para flagramos as reações daqueles que não esperam pela cena. É, literalmente, o momento “Parada Gay” de uma série de situações espontâneas protagonizadas por – e para – um público bem resolvido.

EM BREVE...

No Fim Do Arco-íris

Eu sou apaixonado por cada um dos meus Sebastians. Não pelo conteúdo que temos em comum, mas pelas lacunas que compartilhamos. É como se o meu vazio olhasse o vazio do outro e, por um momento, deixasse de ser baldio para ser lugar. Um lugar em comum. Quase um clichê. Quase um crochê. Em cores...

A carícia discreta, o amor perdido, o pai ausente ou relutante – o qual dizemos que não importa, mas nos embarga a voz quando perguntam –, o “não sei” de quem se espera um “sim”, a nostalgia de ser aceito, o par de si mesmo, a pressão de fazer sempre perfeito, sorrir sobre o palco e às vezes verter "una furtiva lagrima" no camarim. É assim, ou quase isso. Na verdade: coragem.

CORAGEM. É o que temos no fim do arco-íris.
Por isso, ouso dizer os nomes...

Edy Barbosa
Felipe Esteves
Fernando Ramos
Joli Dandi
Roger Castro
Roger Sanz
Ronaldo Coelho

Gratíssimo!
Sebastian.

martes, 21 de junio de 2011

Tango Queer



Há um tango entre as minhas pernas
meu bem
Há outro igual entre as dele
também
Vamos dançar juntos
esta canção
Sem olhar pra ninguem

E eu não espero que você me aceite
Não preciso de autorização
Porque eu sou do mesmo azeite
da oliveira na sua plantação
E vou ficar, é pra semente
o caroço da sua imaginação...

Iê, iê, iê...
E eu não, eu não, e eu não...

E eu não espero que você me aceite
Não preciso de autorização
Porque eu sou do mesmo azeite
da oliveira na sua plantação
E vou ficar, é pra semente
o caroço da sua imaginação...

Iê, iê, iê...
E eu não, eu não, e eu não...
E eu não, eu não, E EU NÃO...

viernes, 11 de marzo de 2011

viatge



não soube se me falta ou
sobra qualquer coisa vaga
se peco por sobejo surdo ou
comedimento gritado

lá dentro da mala tão
menos leve do que fora
o peso traz além
traz também, o que deveria ter ficado

e todas as coisas
asomadas ao
vento
do caminho
mirador de mim

onde os ares me arejam
se meu corpo abrisse no jardim
tudo de inane
se veria
se sopraria
de esquecimento e flores
agasalho vivo à natureza morta
iguais, e não mais sós

jueves, 6 de enero de 2011

Perguntas Pessoais

Quero descalar tua boca
interrogar teu jeito
o que lhe vai adentro
se isso não te ofender


O que você sonhou
Quem você deixou
Que música escuta escondido

São as minhas perguntas pessoais


O que você cantou
Quem você amou
Quando flores faziam sentido


São as minhas perguntas pessoais