não saberei o que deixei de ser
e as poesias não escritas
na involução que abandono
por ir, não perco mais do que encontro
da infância agridoce sob qualquer esquecimento
entre brinquedos e crianças guardadas sem pó
àquela adolescência com esperanças de açúcar
fiz-me adulto
homem-porto das chuvas embebidas em arte e solidão
lembro-me mais dos sentimentos os quais tentei apagar
fui mais feliz quando não sabia que ter memória
era sentir saudade
por isso, guardo vida em anagrama
na alma que levo de mim
e trago do mundo
martes, 23 de noviembre de 2010
Publicado por JOLI en 18:59 0 comentarios
Etiquetas: Cartas a Davi, Poemas
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