o outro, de representar a solfa ao mover-se no tempo
um desenhava, sobre o papel com linhas, a flora no alfabeto latino
o outro, elevava o corpo à alma dos instrumentos de som
um levava consigo um bloco de anotar, em detrimento da memória
o outro, trazia na mente cada passo, cada nota, cada salto do chão
um queria fazer-se abstrato, porém claro à brisa inspiradora
o outro, objetivava o ar, o solo, a física do cadenciado
porém, quando acharam-se, não houveram versos e tão menos rodopios
o lápis do escritor se pôs a rabiscar marchas e ritmos aéreos, os pés do dançarino redigiam algo recôndito no plano, sem intenção
fora em um instante de luz oscilante, acerca de um cubo, a caminho de um beijo e durante um olhar, que o poeta e o bailarino – antes do sino –, compuseram uma canção.
1 comentarios:
ainn, jhonny, que lindo!
adoooro o jeito que vc escreve!!!
=****
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