viernes, 24 de junio de 2011

SINOPSE

Sebastians é tudo que você sempre quis saber sobre aquele fantástico cara gay, mas ele não teve tempo para lhe contar: outing, adolescência, relação com a família, trajetória, discriminação, e porque ele está solteiro.
Para Oscar Wilde, escritor homossexual condenado em 1895 por “práticas contrárias à natureza”, sua maior obra era a própria existência. O dândi inglês usava o pseudônimo Sebastian para assinar suas publicações e experimentou, como poucos, a curta distância “entre a fama e a infâmia”. Por isso, o documentário decidiu tratar de algo tão simples quanto complexo, e tão normal quanto extraordinário: a vida de homens gays pra lá de seguros.
Essa produção franca e colorida celebra a liberdade que a coragem desdenhosa de Wilde ajudou a constituirmos. Mas, afinal, o que realmente mudou?
A partir desse questionamento, propõe-se a atores do mesmo sexo que performem carícias em um ponto de ônibus na Universidade de Caxias do Sul para flagramos as reações daqueles que não esperam pela cena. É, literalmente, o momento “Parada Gay” de uma série de situações espontâneas protagonizadas por – e para – um público bem resolvido.

EM BREVE...

No Fim Do Arco-íris

Eu sou apaixonado por cada um dos meus Sebastians. Não pelo conteúdo que temos em comum, mas pelas lacunas que compartilhamos. É como se o meu vazio olhasse o vazio do outro e, por um momento, deixasse de ser baldio para ser lugar. Um lugar em comum. Quase um clichê. Quase um crochê. Em cores...

A carícia discreta, o amor perdido, o pai ausente ou relutante – o qual dizemos que não importa, mas nos embarga a voz quando perguntam –, o “não sei” de quem se espera um “sim”, a nostalgia de ser aceito, o par de si mesmo, a pressão de fazer sempre perfeito, sorrir sobre o palco e às vezes verter "una furtiva lagrima" no camarim. É assim, ou quase isso. Na verdade: coragem.

CORAGEM. É o que temos no fim do arco-íris.
Por isso, ouso dizer os nomes...

Edy Barbosa
Felipe Esteves
Fernando Ramos
Joli Dandi
Roger Castro
Roger Sanz
Ronaldo Coelho

Gratíssimo!
Sebastian.

martes, 21 de junio de 2011

Tango Queer



Há um tango entre as minhas pernas
meu bem
Há outro igual entre as dele
também
Vamos dançar juntos
esta canção
Sem olhar pra ninguem

E eu não espero que você me aceite
Não preciso de autorização
Porque eu sou do mesmo azeite
da oliveira na sua plantação
E vou ficar, é pra semente
o caroço da sua imaginação...

Iê, iê, iê...
E eu não, eu não, e eu não...

E eu não espero que você me aceite
Não preciso de autorização
Porque eu sou do mesmo azeite
da oliveira na sua plantação
E vou ficar, é pra semente
o caroço da sua imaginação...

Iê, iê, iê...
E eu não, eu não, e eu não...
E eu não, eu não, E EU NÃO...