Eu juro que eu tentei não escrever mais nada sobre você, mas do que as minhas canções se alimentariam?
Do que os meus dedos no teclado e o meu caderninho secreto narrariam se não o restante de você, ainda dentro de mim?
E, também, não pude resistir ao monólogo após ver a expressão on-line da sua busca e exo-insatisfação.
Eu estava lá, então escute...
Eu pensei que apenas durante o inverno eu me sentiria assim...
E que o tempo das flores ditaria um sentimento e uma eclosão nova, mas a lavanda e os ocasos não foram o bastante para a alforria do meu coração azul;
E esse calor que me lateja nessa estação traz o vento do seu sopro, e o afago suado do seu toque na minha face gota entre as suas mãos de Ferrero Roche;
E os banhos de refresco que mais nos aqueciam do que esfriavam;
Então não pense muito;
Escute...
Eu posso saber quando você pensa em mim e que, de algum modo, você esperou um sinal ao menos telepático, de parabéns há alguns dias;
E você ainda duvida do nosso destino, meu amor?
Não lhe doeria tanto se você pudesse ser um pouco mais passional?
Seria muito para você arriscar-se me dar feliz natal?
Talvez eu possa vir a ser mais razão, mas, ainda assim, o meu lado mais racional lhe daria um beijo...
Será realmente que eu tenho um lado racional?
Quiçá eu tivera, mas ele se foi no começo do semestre passado;
Então, espere! Não sintetize as coisas antes de eu terminar;
Escute, apenas escute!
O dicionário não lhe será nenhuma ajuda agora.
Todos os dias eu busco um argumento novo para lhe odiar, e tem dias que eu quase consigo.
O melhor de tudo é ter me tornado imune a mim mesmo e aos indivíduos narcisistas que eu tenho encontrado;
Eles me lembram você... A diferença é que eu posso amá-lo, mesmo assim.
Eu confesso que já não lembro o gosto do seu beijo, e nem ao certo o quão forte eram os seus abraços, todavia o modo como você me olhava em cada momento fuzila a minha armadura de renda ao reportar do passado.
Aposto que você não já não lembra de si. Já eu, tenho tudo anotado. Quer ajuda?
Escute...
Não tente organizar um fluxograma e nem colocar o que eu digo na sua balança...
Eu amo, amo sim! Amo muito. Aquele Davi. Você pode fechar os olhos e senti-lo?
Você pode recordar em new age, dos nossos cheiros mesclados, do tom dos meus lábios e da homogeneidade da minha pele de quando despertávamos juntos?
Ou de quando o frio nos fazia um só na minha casa fria?
E, ainda, quando acordávamos, pela metade da manhã, na casa da tia Suzi?
Você pode fechar os olhos e reviver o lado latinovalente da sua ítalo-descendência?
Pode?
Pode encontrar-se tão puro quanto o primeiro beijo, pumpkin?
Então, escute...just...
Talvez seja um erro, um equívoco oriundo das minhas mais egoístas necessidades. Porém, eu Jhonny, não acredito plenamente na eternidade e tão menos no fim, enquanto houver amor. Enquanto houver esse amor...
Então me abrace, quando puder, e escute o nosso choro depois da chuva.
jueves, 25 de diciembre de 2008
Dopo La Pioggia
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Etiquetas: Cartas a Davi
miércoles, 24 de diciembre de 2008
Impossível?
Falemos dos campos antes de citar os muros.
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Etiquetas: Pensei hoje
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