jueves, 25 de diciembre de 2008

Dopo La Pioggia

Eu juro que eu tentei não escrever mais nada sobre você, mas do que as minhas canções se alimentariam?
Do que os meus dedos no teclado e o meu caderninho secreto narrariam se não o restante de você, ainda dentro de mim?
E, também, não pude resistir ao monólogo após ver a expressão on-line da sua busca e exo-insatisfação.
Eu estava lá, então escute...
Eu pensei que apenas durante o inverno eu me sentiria assim...
E que o tempo das flores ditaria um sentimento e uma eclosão nova, mas a lavanda e os ocasos não foram o bastante para a alforria do meu coração azul;
E esse calor que me lateja nessa estação traz o vento do seu sopro, e o afago suado do seu toque na minha face gota entre as suas mãos de Ferrero Roche;
E os banhos de refresco que mais nos aqueciam do que esfriavam;
Então não pense muito;
Escute...
Eu posso saber quando você pensa em mim e que, de algum modo, você esperou um sinal ao menos telepático, de parabéns há alguns dias;
E você ainda duvida do nosso destino, meu amor?
Não lhe doeria tanto se você pudesse ser um pouco mais passional?
Seria muito para você arriscar-se me dar feliz natal?
Talvez eu possa vir a ser mais razão, mas, ainda assim, o meu lado mais racional lhe daria um beijo...
Será realmente que eu tenho um lado racional?
Quiçá eu tivera, mas ele se foi no começo do semestre passado;
Então, espere! Não sintetize as coisas antes de eu terminar;
Escute, apenas escute!
O dicionário não lhe será nenhuma ajuda agora.
Todos os dias eu busco um argumento novo para lhe odiar, e tem dias que eu quase consigo.
O melhor de tudo é ter me tornado imune a mim mesmo e aos indivíduos narcisistas que eu tenho encontrado;
Eles me lembram você... A diferença é que eu posso amá-lo, mesmo assim.
Eu confesso que já não lembro o gosto do seu beijo, e nem ao certo o quão forte eram os seus abraços, todavia o modo como você me olhava em cada momento fuzila a minha armadura de renda ao reportar do passado.
Aposto que você não já não lembra de si. Já eu, tenho tudo anotado. Quer ajuda?
Escute...
Não tente organizar um fluxograma e nem colocar o que eu digo na sua balança...
Eu amo, amo sim! Amo muito. Aquele Davi. Você pode fechar os olhos e senti-lo?
Você pode recordar em new age, dos nossos cheiros mesclados, do tom dos meus lábios e da homogeneidade da minha pele de quando despertávamos juntos?
Ou de quando o frio nos fazia um só na minha casa fria?
E, ainda, quando acordávamos, pela metade da manhã, na casa da tia Suzi?
Você pode fechar os olhos e reviver o lado latinovalente da sua ítalo-descendência?
Pode?
Pode encontrar-se tão puro quanto o primeiro beijo, pumpkin?
Então, escute...just...
Talvez seja um erro, um equívoco oriundo das minhas mais egoístas necessidades. Porém, eu Jhonny, não acredito plenamente na eternidade e tão menos no fim, enquanto houver amor. Enquanto houver esse amor...

Então me abrace, quando puder, e escute o nosso choro depois da chuva.

miércoles, 24 de diciembre de 2008

Impossível?

Falemos dos campos antes de citar os muros.