É domingo. Nós comemos e depois de tanto dormir fizemos amor, sem dizer que é o fim. O fim da tarde nos espreguiça os sonhos, voa memórias com os nossos nós na garganta. Verdes vento nos sopram num último intento de curar nosso par ou apenas para deixar-nos com frio? Você me (des)pede sem coragem que eu lhe acompanhe até aquela rua, como de costume. Como se nada tivesse acontecido. Como se fossemos ser quem somos agora, todos os sábados até todos os domingos, para sempre. Mas sou eu o que regresa à casa devagar, e atrasa o passo com esse estado só e sem o sol que compartimos pelo caminho.
viernes, 24 de mayo de 2013
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