(Ojos de Cielo foi a última música que Cáren e eu compomos juntos, inspirado no conto Guarda- Nuvens, de minha autoria)
Yo vi pájaro al aire
Y abrió sus asas para mi
Para que yo pueda mirarte
Y lo sienta volar feliz
Y así me tocó sus ojos
Como el cielo sobre mi
Pero, mi cielo, no vayas
De forma alguna partir
Porque... Yo no sé volar
Y usted...No va a regresar
Pero yo...Aprendí a amar
El cielo como tu mirar
Yo no puedo tenerlo aquí
A mi lado porque yo
No tengo asas como tu
Ni lo sé llamarlo de “mi amor”
Y más nadie puede ser así
Prefiero el cielo que me dió
Mismo que va dolorir
Yo puedo ver donde pasó
Donde pasó...
Veíame andar muy sola
Desaprendí a sonreír
Y en mi camino de piedras
Me olvidé de ti
Ya que en mi cielo es noche
Ni sé para adonde correr
Intenté seguir sus plumas
Y a orilla del mar, me perdí
Porque...yo no sé volar
Y usted...no va a regresar
Pero yo...aprendí a amar
El cielo como tu mirar
Yo no puedo tenerlo aquí
A mi lado porque yo
No tengo asas como tu
Ni sé llamarlo de “mi amor”
Y más nadie puede ser así
Prefiero el cielo que me dió
Mismo que va dolorir
Yo puedo ver donde pasó
Donde pasó...
viernes, 3 de diciembre de 2010
Ojos de Cielo
Publicado por JOLI en 16:14 0 comentarios
jueves, 2 de diciembre de 2010
Sobre Meninas e Canetas
Cáren Brum e eu nos conhecemos logo que ela chegou em Caxias, no final de 2006. Na época, trabalhava como promotora de vendas de uma financeira e morava sozinha. Eu a chamava de “lábios sintéticos”, nome este que juramos batizar a banda de música latina a qual teríamos juntos um dia.
Ela sempre falava dos seus projetos, e das pessoas e coisas deixadas em Bagé para concretizar aqui seus sonhos e ambições. Mais tarde, a família veio à cidade para morarem todos numa casa alugada, no bairro Esplanada. Algum tempo depois, ela passou a trabalhar na Secretaria da Cultura, juntou dinheiro e construiu a casa própria no Desvio Rizzo.
Enquanto fomos vizinhos, além de amigos, éramos também colegas de teatro, arte e aforismos. Saíamos juntos para baladas, eventos culturais e quase sempre trocávamos presentes poéticos. Se eu escrevesse um conto, ela fazia dele uma canção. Se eu compusesse algo, ela arranhava uma melodia.
Lady Brum - como também eu a chamava - tinha Lúpus, mas nunca se permitiu abater pela doença. Houve um período em que ela precisou fazer um tratamento que, possivelmente, a faria perder todo o cabelo. Porém, ao invés de se depreciar, ela olhou para mim rindo, e disse: "Você que entende de moda, vá lá e desenha uns turbantes pra mim!". Por sorte, não caiu nem um fio e eu acabei desenhando uma roupa de festa.
Minha amiga era bela, intensa, fortaleza frágil em seu interior. Romântica, costumava dizer que nasceu em Antares. Era crédula, sobretudo em si mesma. Sempre falava com convicção sobre suas ideias e sentimentos iconoclastas. Quem os escutava podia quase tocá-los: vivê-los com ela.
Modelo, atriz, baterista, produtora, estudante nerd da computação... Cáren foi tudo o que quis ser.
No seu blog obsoleto, em formato de carta, ela diz: “Ser, de toda alma e todo o coração. Ser apenas ser-humano. E eu, insana, comparo a razão de uma existência grandiosa, viva, milagrosa, talvez até inteligente, com minha caneta nova”. Ao final desse texto, entre parênteses, como se fosse uma rubrica teatral, está o ingênuo lembrete: “(a terminar...)”.
Quem fica sente saudades, e segue em frente de onde parou a sua caneta nova...
A vida é só um instante triste. Felicidade existe quando se aprende a sonhar.
(Cáren Brum)
Publicado por JOLI en 21:58 1 comentarios
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