viernes, 30 de enero de 2009

Sofrimento

Aquele que não é capaz de sofrer com orgulho, tão menos saberá ser feliz com humildade.

Coração de Estudante

Tenho um casamento marcado com a Publicidade. Porém, tenho de amante o Jornalismo e um flerte com a Moda.

*Livremente inspirado em um pensamento da Duda.

martes, 27 de enero de 2009

Eduardo e Mônico

Eduardo e Mônico um dia se encontraram por querer

E conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer...

Uma amiga do grupinho do Eduardo que disse:

"Tem uma festa legal, e a gente quer se divertir"


Festa estranha, com gente esquisita

"Ele não ‘ta’ legal, não agüenta mais birita"

E o Mônico viu, e se afastou um pouco mais

Do hetero que xingava ao empurrar

E o Eduardo, após o tombo, só pensava em ir pra casa

"Ele é quase dois, eu vou me ferrar..."


Esquisito é o preconceito.

Mude a música. Saia de casa sem o seu.


Quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão?

Metamorfose do Reflexo

Eu sou extrovertido e tímido
Eu sou triste e feliz
Eu sou o amado e o odiado

Eu sou o gordo e o magro
Eu sou o belo e o feio
Eu sou o pagão e o cristão

Eu sou o culpado e o inocente
Mas ainda sou eu simplesmente
Seu espelho inconseqüente...

(Publicado no jornal Pioneiro, em maio de 2005)

Vade-mécum

Como queria ir contigo...

e poder ser tocado todos os dias

e poder fazer-te mais esclarecido e ditoso

e poder ser a inspiração daquilo que rabiscas


Como queria que fosses comigo...

e poder ser teu oráculo de cabeceira

e poder ser quem te diz a lei dos homens

e poder mostrar a superioridade da divina


Como queria que andássemos mais tempo juntos...

e poder tornar o amor à antiga regra nova

e poder ser mais que um volume transportável

e poder ser mais que um afeltrado de fibras, tinta e pó, teu amado.

Rufus Wainwright

Grey Gardens

[It's very difficult to keep the line between the past and the present. You know what I mean? - Quote from Grey Gardens Movie]

Honey I'm a roller concrete clover
Tadzio, Tadzio

Arm wrestle your mother
Simply over
Tadzio, over you

But beware my heart can be a pin
A sharp silver dragonfly
Trying to get my mansions green
After I've Grey Gardens seen

In betweeen tonight and my tomorrows
Tadzio where have you been
In between tonight I know it's Tadzio
Tadzio don't you fight

Honey can you hear me
In between been dragging a dragonfly
Trying to get my mansions green
After I've Grey Gardens seen

Honey won't you hold me tight
Get me through Grey Gardens tonight

Tadzio, Tadzio
Tadzio, Tadzio

Trying to get my mansions green
After I've Grey Gardens seen
Honey won't you hold me tight
Get me through Grey Gardens tonight

Tadzio, Tadzio
Tadzio, Tadzio

Maysa Matarazzo

Hino ao Amor
Composição: Edith Piaf e Marguerite Monnot (Versão) Odayr Marsano

Se o azul do céu escurecer
E a alegria na terra fenecer
Não importa, querido
Viverei do nosso amor

Se tu és o sonho dos dias meus
Se os meus beijos sempre foram teus
Não importa, querido
O amargor das dores desta vida

Um punhado de estrelas no infinito irei buscar
E a teus pés esparramar
Não importa os amigos, risos, crenças de castigos
Quero apenas te adorar

Se o destino então nos separar
Se a distante a morte te encontrar
Não importa, querido
Porque morrerei também

Quando enfim a vida terminar
E dos sonhos nada mais restar
Num milagre supremo
Deus fará no céu eu te encontrar

Quando enfim a vida terminar
E dos sonhos nada mais restar
Num milagre supremo
Deus fará no céu eu te encontrar

domingo, 25 de enero de 2009

Impermeável

Não consigo me mover

Sinto-me o carcerário de mim mesmo

Sabotando-me o tempo todo, sem dormir

E presenteando sorte ao azar


Já não posso mais confiar nas pessoas e nas possibilidades boas

e tão menos nas ruins eu posso

O meu mundo não caiu

Apenas desiludi dos seres...


Eu que sempre fui tão dado

e sempre nutri os egos a minha volta...

Não tenho mais forças para amar

suponho que preciso de reposição de mil em mil anos,

...talvez minhas fontes de amor tenham se esgotado


Ainda que tenham sido cheias...

trasbordaram-se enquanto todos entravam

E o amor, não podendo hidratar os corações que eu recebia, se esvaiu...

pois, como os seus corpos, eram impermeáveis as almas que eu amei.

Impermeable

No consigo moverme
Siento que soy mi propio carcelero
Saboteándome todo el tiempo, sin domir
Y regalando suerte a la mala suerte

Ya no puedo más confiar en las personas y en las buenas posibilidades
y tampoco en las malas puedo
Mi mundo no se cayó
Tan sólo me decepcioné de los seres...

Yo que siempre fui tan dado
y siempre nutrí los egos a cerca de mí...
No tengo más fuerzas para amar
Supongo que nesecito de un aporte cada mil años
...quizá mis fuentes de amor se han agotado

Aunque hayan sido llenas
se han desbordado mientras todos entraban
Y el amor, no pudiendo hidratar los corazones que yo aceptaba, se vació...
pues, como sus cuerpos, eran impermeables las almas que yo amé.

jueves, 15 de enero de 2009

Flores nas Botas

As flores das minhas botas te levarão...
Para um lugar dentro de mim aonde poucos vão;
tenha terra e água em mãos para quando você for...
Pro meu coração.

miércoles, 7 de enero de 2009

Filipas

As flores vinham daquele mar

sobre os equus translúcidos

desencilhavam à noite, os cabelos

minhas mãos tocavam a água,

seus ítalos-lábios a cicuta anil

do azul espargido que eu não bebi


As flores vinham daquele mar

sobre os equus translúcidos

cavalgos anélitos voltavam, iam,

para uma pétala atlântica cair do lar

e no mesmo vento do intuído rogo em vida

lancei-a em estorno mensageiro de mim


As flores vinham daquele mar

sobre os equus translúcidos

em desanuvio para o dia

o oceano, por rosas de inventado nome,

em um cavalo marinho, lhe vi

para mim, você, com um bouquett de filipas.

sábado, 3 de enero de 2009

Meu amor?

Forte o suficiente para aparar-me nos braços quando eu tropeçar, e vulnerável o bastante para ser meu amado.

Flor na Bota


Eu sou criativo. Inquietamente criativo. E vejo a vida de uma forma mais lúdica. Poético? Talvez... Posso dizer que eu vejo a realidade que os outros fingem ser a fantasia.
Gosto de ter conversas despretensiosas de sentido com estranhos e "pretendentes"; e quando me proponho metas, logo idealizo sensações que manterão o meu coração cheio enquanto todo o resto acontece.

Eu sou um amigo do tipo Felícia, que abraça, beija, (im)põe uma fita mimosa aos cabelinhos e serve comida até o(s) convidado(s) inchar(em)...
E, também:
sou um alguém que já chorou por amor;
que já enviou flores vermelhas e bombons dourados;
que já se doou e a recíproca não fora verdadeira;
que já beijou na rua sob a noite;
que já dormiu triste e acordou feliz por saber do amor;
que já acordou triste e dormiu feliz, por saber do amor;
que já  desejou não acordar pela ausência do amor;
que já quase rendeu a essência ao mundo,
mas que sobreviveu ao dilúvio do narcisismo, do egocentrismo, e do antialtruísmo humano.

Já amei muito, e não desisto. Isso tudo é tão inevitável e providencial!

Eu sou alguém que já se perguntou “onde está o amor?” nos cantos de uma boate, e se sentiu vazio quando não encontrou. Que já teve momentos de efusivas alegrias e de espasmos de pranto no chuveiro, e descobriu, no amor próprio, a brandura do amor eterno.

Eu sou alguém que acha canudos um meio demasiado módico para se tomar um suco de morango...de sentir uma emoção. Eu sou alguém que acorda sempre de lábios vermelhos e pele acetinada, naturalmente.
Quando eu choro, eles também ficam rubros e volumosos.

Eu tomo chá das cinco às cinco, da manhã. Ansiedade!
Sou ansioso e não sei o por que. Talvez o seja porque não sei...
Antes de dormir, se estou muito feliz ou muito triste, fico balançando uma das minhas pernas freneticamente – raspando no colchão – reminiscências das dores oriundas do crescimento ósseo, na infância.

Todos (e até parece que foram muitos) os meus romances, tiverem que, uma vez ou outra, me alimentar e ou me cobrir durante a noite: se me acordo, tenho fome; se não durmo, tenho frio. E se não tenho nem frio e nem fome, tenho sono!

Quando preciso de um conselho recorro aos meus cabelos violino-amendrados, e deito na minha cama a esperar que alguma sugestão me seja inspirada enquanto os enrolo – com a ponta dos dedos – fabricando molas... Isso me parecia desnecessário no tempo pueril, no qual eu passava a tarde recostado na minha avó, chupando pirulitos.

...E quando a desesperança chega aos domingos, feriados, fins de tarde, penso: “Se deu certo com a Cinderela, porque não vai dar certo comigo?”
Aí eu fico rindo da minha latinidade e sigo sem lâminas, apenas com uma flor na bota, para o caso de um passante ter um pouco d’água e terra nas mãos...