eu sou, de alguém, o sorriso cantado
a respiração gemida de um abraço forte
as violetas translúcidas da janela em sol(hos)
o domingo hidropônico de um beijo escarlate
o anjo de capuz à lua e ao abdomem
a causa dos multifocais e do lençol feito cortina
eu sou, de alguém, o leite matutino... o chá de lavanda.
domingo, 26 de octubre de 2008
Lavanda
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sábado, 18 de octubre de 2008
Poético?
Talvez... Diria que eu vejo a realidade que os outros fingem ser a fantasia.
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viernes, 17 de octubre de 2008
Sei lá
Se na outra encarnação, alguém tivesse me dito que no século XXI os príncipes fumariam maconha, eu teria optado por não reencarnar...ou nascer em uma plantação.
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jueves, 16 de octubre de 2008
Cache-cuor
E entre um cigarro e outro, ele
me embebeda de tinto,
me alimenta de iogurte
me deixa pijama
me desfaz em grafema
me alenta em clave
me nina com a televisão...
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Apenas uma Carta
maio/2008
Eis o domingo
a tarde vestida de cinza e o vento um pouco frio
a louça da macarronada na pia... mas há estufa!...
todas as músicas parecem lentas
todas as notas parecem linhas do meu diário glicosilado
Ouço o meu nome-amor e olho para a cama atrás de mim, mas vejo apenas roupas amontoadas, livros espalhados sobre lembranças plasmadas que materializam, até mesmo, o cheiro daqueles momentos simples - a dois.
É como se e o passado sobrevivesse ao enterro e me pedisse flores, talvez velas.
Alguém, então doce, certa vez disse-me: "No fundo, meu amor, o que todos eles querem é o que a gente tem".
...E agora apenas há um pretérito, um não intento, uma felicidade angustiosa e pseuda.
Sim, sim, e sim!
Eu ainda sofro, eu ainda sinto, eu ainda fujo, porque não mais quero ocultar (-me) nada de nada...Antes esse choro patético e o desfalecimento da minha alma, do que me reconstruir sobre a água.
Tudo o que preciso agora é que alguém me pegue nos braços, me leve até o sofá, me faça um chá de camomila e permita-me acordar quando tudo isso tiver passado.
...E as mágoas se tornarão recordações ridículas; e o que eu aprendi, parte de uma tal evolução; e, o Jhonny Abel Mebarak Ripoll... a Valentine ou o Sebastian, em outra encarnação.
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Mesmo Assim
junho/2008
eu gostava de você
mesmo quando você me derrubava da cama
mesmo quando você esquecia de avisar a sua mãe que eu estaria no almoço
mesmo quando você chegava sem ter tomado banho, nem feito a barba (havia sempre um sorriso limpo)...
eu gostava de você mesmo quando você desconsiderava os meus poemas
mesmo quando você movia os lábios para dizer o que você sentia, e tudo o que saía era um “eu te adoro”
mesmo você tendo quebrado o passarinho cantante da minha mãe...
eu gostava de você mesmo quando você dormia à tarde e eu deitava ao seu lado mesmo sem sono algum...
...eu encostava o meu ouvido nas suas costas, escutava os seus respiros e as batidas descansadas do seu coração.
mesmo quando eu dizia “eu te amo” enquanto você sonhava profundamente, por medo de dizer enquanto o seu olho estava aberto.
mesmo quando você lia, lia e lia: eu gostava de você
mesmo quando seus tapas de amor doíam, eu gostava de você
mesmo quando você falava juridiquês só pra se sentir mais inteligente
mesmo quando você me jogava água fria enquanto eu tomava banho quente
mesmo quando você comia todo o meu queijo e o meu pão integral
mesmo quando você saía cedo, logo pela manhã para estudar ou fazer outras coisas que lhe interessavam
mesmo quando você fazia uma massa quatro queijos parecer um pneu branco
mesmo quando você me dava uma barra de chocolate de um quilo, na páscoa
mesmo quando você foi pra festa da Maitê, enquanto eu estava no bloco cirúrgico do hospital: eu gostava de você mesmo assim
mesmo quando eu lhe mandei rosas vermelhas e bom-bons dourados e você disse, apenas: "obrigado"
mesmo quando você se permitiu beijar outro na minha frente, por motivos que eu já não entendo mais
mesmo quando você não me pediu desculpas, por motivos que eu conheço bem
mesmo quando você se dispôs a me dizer “hOla”, ainda que se tratando de uma atitude hipócrita
mesmo quando você não aparece nas festas que eu fotografo...mesmo quando você aparece nas festas que eu fotografo
mesmo eu não reconhecendo mais o ítalo-garoto distraído que acreditava no amor, e pensava “Deus, será que um dia eu vou encontrar alguém pra mim?”
eu gostava de você...mesmo... por que um pedaço das suas costas ainda encosta-se nas minhas...
com certeza você não é/era o príncipe azul que eu sonhei para mim, mas mesmo “sem poemas e sem flores, com defeitos e erros”...eu aprendi a amá-lo...mesmo assim.
"em tempo:" e ainda, é você a causa da minha efêmera alegria ao recordar, a causa do meu choro durante o banho demorado, a causa da minha nota baixa em Cinema, da minha consulta ao psicólogo amanhã, da minha viagem ao fim do mês, da minha arte, do meu isolamento aos cantos das boates, dos inúmeros abraços que distribuo e dos que eu preciso. Por que eu gosto de você, de longe, mesmo assim...
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lunes, 13 de octubre de 2008
O amor
O tempo não, o amor
a dor não, o amor
a ciência não, o amor
o amor, o amor
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domingo, 5 de octubre de 2008
Dicotomia
Metade da minha calmaria é desespero em areia.
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Óbvio
Eu estava lá, sentado, segurando nas mãos uma PlayBoy ao contrário. Observava-o. Será que ficou muito óbvio que eu não estava lendo?
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Gugen Gomriger
Silêncio Silêncio Silêncio
Silêncio Silêncio Silêncio
Silêncio Silêncio Silêncio
Silêncio Silêncio Silêncio
Silêncio Silêncio Silêncio
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Wittgenstein
Os limites da minha linguagem são os limites do meu mundo.
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Taísa Boeira
AQUELA TARDE MORNA
A ausência era uma presença entre eles. Não se aproximavam, não se tocavam. Não precisavam disso. Sentiam o que estava entre eles e que era inevitável. A ausência tinha chegado e tomado conta de vidas sem apego.
Mas algo ainda havia de vivo, algo que os unia em segredo. Que fazia parte dos dois e de mais ninguém. Era um desejo. Um desejo de estarem perto. Perto para se olharem e sentirem.
Naquele dia a ausência viera buscá-la, e a encontrou. Ali parada, tentando chegar e se perdendo pelo caminho. Ele entendeu. Quis mandá-la embora. Quis ir embora. Mas existia uma necessidade insuportável de vê-la e senti-la. Não suportaria a distância e não aceitaria aquela presença.
Não se tocavam, não precisavam disso. Precisavam do calor que os invadia ao estarem perto um do outro. Não era apenas um sentimento. Era a união de tudo, era um amor intenso e insuportável que suportavam sem saber.
Foram indo, indo. Até aquela tarde, a qual contariam inúmeras vezes, uma tarde morna em que tudo aconteceu.
Não saíram do normal, que estranhava muita gente. Chegaram perto, ficaram. E, então, começou aquele intenso calor que ultrapassava os véus e os sonhos, as palavras e os pensamentos e que trazia uma certa felicidade.
Quase sem querer, se tocaram. A mão dela deslizou sobre a dele, e o que de tão intenso até doía, transformou-se em apego às vidas esquecidas.
A vida se tornou mais leve e a felicidade algo transitório. Ninguém se importava de assim ser...Então, aquela presença se foi. E vão lembrar e contar inúmeras vezes, que tudo isso aconteceu em uma pequena tarde morna.
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miércoles, 1 de octubre de 2008
Te sei
Ele gosta de verde
crianças e animais
Será que já não o conheço demais...(?)
A él le gusta vierde
niños y animales
Será que ya no lo conozco aún más...(?)
He likes children
green and animals
Maybe, I know you very much...(?)
Ele gosta de verde
niños y animales
Maybe, I know you very much...(?)
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