maio/2008
Eis o domingo
a tarde vestida de cinza e o vento um pouco frio
a louça da macarronada na pia... mas há estufa!...
todas as músicas parecem lentas
todas as notas parecem linhas do meu diário glicosilado
Ouço o meu nome-amor e olho para a cama atrás de mim, mas vejo apenas roupas amontoadas, livros espalhados sobre lembranças plasmadas que materializam, até mesmo, o cheiro daqueles momentos simples - a dois.
É como se e o passado sobrevivesse ao enterro e me pedisse flores, talvez velas.
Alguém, então doce, certa vez disse-me: "No fundo, meu amor, o que todos eles querem é o que a gente tem".
...E agora apenas há um pretérito, um não intento, uma felicidade angustiosa e pseuda.
Sim, sim, e sim!
Eu ainda sofro, eu ainda sinto, eu ainda fujo, porque não mais quero ocultar (-me) nada de nada...Antes esse choro patético e o desfalecimento da minha alma, do que me reconstruir sobre a água.
Tudo o que preciso agora é que alguém me pegue nos braços, me leve até o sofá, me faça um chá de camomila e permita-me acordar quando tudo isso tiver passado.
...E as mágoas se tornarão recordações ridículas; e o que eu aprendi, parte de uma tal evolução; e, o Jhonny Abel Mebarak Ripoll... a Valentine ou o Sebastian, em outra encarnação.
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