
Às vezes eu choro como uma criança que circula em prantos pela casa, apenas, para chamar a atenção. É quando eu me sinto sozinho. Vinte e quatro créditos não encontraram amigos no telefone social – será que são? E os espaços bagunçados existem aos livros; àquilo deixado de lado, ao eu deixado de lado, sem ler, e os saturados de peregrinar a bordo da minha mochila carteiro. Estes que me acompanham no ônibus, me ninam na cama, me justificam entre as colunas.
Há quem se case com a leitura ainda na infância, por prazer, a exemplo de um ser admirado; parado no silêncio das próprias imagens acústicas, movendo apenas as meninas na seqüência das frases: da esquerda para direita, de cima para baixo, ou, ainda, num cerrar lacrimoso de emoção. Outros se aliam a ela mais tarde, por necessidade cognitiva ou por civilidade. Mas eu... Eu, para não sair ou retornar só, para não testemunhar o vazio do quarto, para não dormir sem Romeu e também a fim de ter uma razão para voltar à biblioteca do bibliotecário. Ainda que não o desejando, um livro caído dos meus braços abastados, ou da estante alta bem quista, pode resolver o nada deselegante com o tudo cortês. Quando assim, paro de ler...
viernes, 17 de julio de 2009
Bibliografia básica
Publicado por _ en 21:33
Etiquetas: Poesia em prosa
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