Eu não sei o que aconteceu.
se fui isolado do mundo,
ou se exilei os grupos, os coros, as instituições,
as sociedades não-secretas do ‘mim’ anônimo
Ainda que sobre uma almofada vermelha,
em um cubo público e longe do piano,
as vozes que movimentam o ar, mas não falam comigo,
carimbam-me no certificado sacro das ermidas
a canonizar uma solidão com a minha própria letra
Eu rezo e ela sorri...Nas capas dos livros,
na folga do meu anel polegar,
no espaço que não sobra do papel
e, nos perfumes que me logram o intento
de condensá-los no frasco azul da minha poesia...
viernes, 27 de marzo de 2009
O Corifeu Só
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