domingo, 25 de enero de 2009

Impermeável

Não consigo me mover

Sinto-me o carcerário de mim mesmo

Sabotando-me o tempo todo, sem dormir

E presenteando sorte ao azar


Já não posso mais confiar nas pessoas e nas possibilidades boas

e tão menos nas ruins eu posso

O meu mundo não caiu

Apenas desiludi dos seres...


Eu que sempre fui tão dado

e sempre nutri os egos a minha volta...

Não tenho mais forças para amar

suponho que preciso de reposição de mil em mil anos,

...talvez minhas fontes de amor tenham se esgotado


Ainda que tenham sido cheias...

trasbordaram-se enquanto todos entravam

E o amor, não podendo hidratar os corações que eu recebia, se esvaiu...

pois, como os seus corpos, eram impermeáveis as almas que eu amei.

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