sobre os equus translúcidos
desencilhavam à noite, os cabelos
minhas mãos tocavam a água,
seus ítalos-lábios a cicuta anil
do azul espargido que eu não bebi
As flores vinham daquele mar
sobre os equus translúcidos
cavalgos anélitos voltavam, iam,
para uma pétala atlântica cair do lar
e no mesmo vento do intuído rogo em vida
lancei-a em estorno mensageiro de mim
As flores vinham daquele mar
sobre os equus translúcidos
em desanuvio para o dia
o oceano, por rosas de inventado nome,
em um cavalo marinho, lhe vi
para mim, você, com um bouquett de filipas.
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