Percebi que junto com a tendência anos 80, que se evidencia nas vitrines, nas músicas, nos hábitos, nos cortes de cabelo, entre outras coisas, desembarcou o vírus H1N1 com essa mesma referência cronológica e semiológica. E não só ele. Ontem, o Pioneiro informou sobre um tipo novo de HIV identificado no sul da África. Visto isso, talvez não demore muito para que este último seja o alarde da década, assim como foi a há quase três.
Segundo estudos espiritualistas acerca do advento da AIDS, na época, a doença veio com a missão de deter o hedonismo sexual em detrimento do "tudo pode" a partir da leitura e prática equivocada dos conceitos de liberdade e amor. A praga também fora incumbida de romper preconceitos, porquanto os infectados eram gays, heterossexuais, idosos, jovens, cristãos, ateus, negros, brancos, homens e mulheres de quaisquer classes sociais. Com isto, a humanidade amadureceu para um equilíbrio e ciência sobre libertar e amar o próprio ser – prioritariamente –, para que o próximo representasse um indivíduo igualmente amável. E não uma drágea de uso externo para suprir a necessidade física e psicológica do sexo ou, um sanativo free lancer dos déficits emocionais.
Quanto a gripe suína, não está claro a que veio, mas representa, sem dúvida, um despertador social. Um indicativo de que algo grave paira no comportamento humano, e usa a enfermidade para se comunicar.
Será que regredimos? Será que o amor próprio virou egocentria, narcisismo, isolamento? Será que havíamos esquecido nossa fragilidade? Olvidamos que as moléstias desconhecem passaportes? Em uma cultura digital na qual vírus é um programa corrompedor de arquivos, precisamos tê-lo em verdade para nos sentirmos orgânicos? E ficarmos anti-sociais por obrigatoriedade sanitária a fim de valorizarmos a coletividade, o amor e a liberdade?
Como certo garotinho de um comercial antigo, eu diria em um tom quase inocente: “... Meu Deus, criamos um monstro!”
jueves, 6 de agosto de 2009
Como certo garotinho de um comercial antigo
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