sábado, 16 de mayo de 2009

Alheio

Talvez eu seja apenas um estranho no ônibus tentando, do meu jeito, voltar para casa, com os meus complexos guardados no bolso do chiclete.

Se estou sentado, intercalo a minha leitura com a busca dos olhos a passarem no contrário tempo de fora e, o crepúsculo da rua...

Se estou de pé, me seguro apenas com as pontas dos dedos, e, na outra mão, os livros que esqueci de devolver, por escrever - invés de ler - coisas do meu coração corante, ao aquecê-lo na manta lavanda sem fio, que eu me dei.

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