deita de novo na cama e traduz-me uma canção bonita
faz da minha face gota e peixe entre tuas mãos convexas
desenlaça minha armadura de fitas com um sorriso abotoado
conta-me quem és agora
critica meu mal humor matutino e repara o meu inglês
prepara algo a fogo lento enquanto eu escolho os frutos
fica perto depois de desfrutarmos um do outro sob a música corrente
em tempo, suspenda-me do leito e me leva passear sobre ti
pede-me uma composição sem letra após apagar a luz
afasta as vestes para eu desenhar teus traços no escuro
conta meios sons às paredes e os entrega às fibras puras
chama a mim como queira, por um nome novo, ou pelo título deste poema extemporâneo...
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