martes, 17 de febrero de 2009

Sobre o criado-mudo

A “infantilidade” que agora salientas e desgostas
foi, antes, o olhar doce e pueril que te apaixonou
O anel que esqueces sobre o criado-mudo
não cala o que nos passou quando acreditavas

Eu creio em contos, e sempre haverá um para acontecer
entre a ponta dos teus pés e os meus lábios sinceros,
mesmo que no meu secreto bloco de notas, onde alcançavas,
pois nada esconde, se não aquilo que eu te mostravas aos beijos

Está à minha altura aquele que ama sem temores e métodos
Jamais vi um livro que ensinasse o amor e um coração que alfabetizasse...
mas li o “fim” no índice das juras tuas, onde a dor já não enxágua o meu pijama,
apenas umedece os cantos dos meus olhos rasgados e converte-se em um poema, ou uma canção – entre a recordação do teu riso de consigas e o meu sono.

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